XVII Congresso Brasileiro de Aterosclerose

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Dados do Trabalho


Título

AVALIAÇÃO DE PERFIL LIPÍDICO, APOLIPOPROTEÍNAS, LP(a) E ÍNDICES ATEROGÊNICOS DE MULHERES EM DIFERENTES ESTÁGIOS DO ENVELHECIMENTO REPRODUTIVO

Resumo

Com o aumento da expectativa de vida, cada vez mais mulheres vivenciam o climatério e permanecem por mais tempo sob os efeitos do hipoestrogenismo. A redução dos níveis de estrogênio, que é cardioprotetor, pode levar a mudanças pró-aterogênicas, contribuindo para o aumento do risco de doença cardiovascular. O objetivo deste trabalho foi avaliar perfil lipídico, apolipoproteínas, Lp(a), índices aterogênicos e a sua associação com os estágios de envelhecimento reprodutivo (EER) feminino.

Para isto, foram selecionadas 262 mulheres, de 40 a 65 anos, residentes em Ouro Preto/MG, as quais foram entrevistadas para obtenção de características sociodemográficas, comportamentais e reprodutivas. Coletas de sangue foram realizadas para avaliação de perfil lipídico, apolipoproteínas A-I e B, Lp(a) e FSH. A partir destas determinações foram calculados os índices CT/HDL-c, LDL-c/HDL-c, apoB/apoA-I e índice aterogênico do plasma (AIP). As participantes foram classificadas de acordo com os EER, em 3 grupos: fase reprodutiva (FR), transição menopausal (TM) ou pós-menopausa (PM), de acordo com a data da última menstruação e nível sérico de FSH. A análise estatística foi feita utilizando o programa Statistical Package for the Social Sciences – SPSS. Em todas as análises estatísticas realizadas, se aceitou um nível de significância de 5%.

Os resultados mostraram que 42,4% (n=111) das participantes estavam na FR; 18,3% (n=48) na TM e 39,3% (n=103) na PM. Foi observado que as concentrações séricas de TG, CT e AIP foram significativamente menores (p<0,05) na FR do que na TM e na PM. Por outro lado, os níveis séricos de LDL-c, não HDL-c e apo B, bem como os índices aterogênicos LDL-c/HDL-c e apoB/apoA-I foram estatisticamente menores (p<0,05) na FR e na TM do que na PM. Os níveis de HDL-c, apo A-I e Lp(a) não apresentaram diferença estatística entre os grupos. Comparativamente à FR, as mulheres na TM tiveram de 2,6 a 3,3 vezes mais chance de apresentar maior concentração de CT, TG e AIP alterado, enquanto as participantes em PM exibiram risco de 2,0 a 3,2 vezes maior de apresentar níveis séricos de CT, TG, LDL-c, não-HDL-c e apo B mais elevados, bem como maior risco estimado por CT/HDL-c, LDL-c/HDL-c e AIP.

Perfil lipídico, apolipoproteínas e índices aterogênicos foram associados aos EER feminino, com progressão para um perfil mais aterogênico e de maior risco cardiovascular da FR para a PM.

Área

Pesquisa Clínica

Instituições

Universidade Federal de Ouro Preto - Minas Gerais - Brasil

Autores

THIAGO MAGALHAES GOUVEA, ANA CLAUDIA FARIA LOPES, LAURA ALVES COTA SOUZA, ANGELICA ALVES LIMA