XVII Congresso Brasileiro de Aterosclerose

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Dados do Trabalho


Título

CUIDADOS PROLONGADOS POR ENFERMIDADES CARDIOVASCULARES: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA

Resumo

Introdução: Estima-se 17,7 milhões de óbitos por doenças cardiovasculares, 31% das mortes em nível global. Só no Brasil, em uma década, foram 3,5 milhões. Com o advento de terapias e o aumento da expectativa de vida, os índices mostram-se crescentes, sobretudo os referentes a hipertensão e insuficiência cardíaca, que requerem tratamento contínuo e cuidados prolongados. A epidemiologia acerca do tema se mostra escassa. O objetivo do presente estudo é analisar o atual panorama do atendimento a pacientes sob cuidados prolongados por enfermidade cardiovasculares no Brasil durante 10 anos e correlacionar a epidemiologia atual com os resultados obtidos. Métodos: Realizou-se uma coleta observacional, descritiva e transversal dos dados de atendimento a pacientes sob cuidados prolongados por enfermidade cardiovasculares, disponíveis no Sistema de Informações Hospitalares do SUS de dezembro de 2008 a dezembro de 2018, avaliando valor de gastos públicos, complexidade, taxa de mortalidade, óbitos, permanência e caráter de atendimento. Resultados: No período analisado observaram-se 31.715 internações, representando um gasto total de R$367.088.872,71, sendo 2012 o ano com maior número de internações (3.467). Do total de procedimentos, 11.986 foram realizados em caráter eletivo e 19.729 em caráter de urgência, todos considerados de média complexidade. A taxa de mortalidade total foi de 22,56, correspondendo a 7.156 óbitos, sendo 2008 o ano com mortalidade mais alta, 31,58. A taxa de mortalidade dos procedimentos eletivos foi de 27,84 em comparação a 19,36 nos de urgência. A média de permanência total de internação foi de 143,6 dias. A região com maior número de internações foi a Sudeste com 15.426 e, por último, a região Norte com 64. A região com maior número de óbitos foi a Sudeste com 4.564, já a região Norte apresentou o menor, 2. A região Sudeste apresentou a maior taxa de mortalidade (29,59) e a região Norte apresentou a menor, 3,13. Conclusões: Pode-se observar o grande número de atendimentos e seu impacto financeiro. Vale destacar a expressiva queda de mortalidade e a importância do correto acompanhamento dos pacientes, que permite intervenções em caráter eletivo, com menor mortalidade, além de evidenciar a necessidade da notificação correta, a fim de aprimorar a análise epidemiológica.

Área

Pesquisa Clínica

Instituições

Universidade de Vassouras - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, THAÍS LEMOS DE SOUZA MACÊDO, Vitória Helena Carvalho Furtado de Mendonça, Sara Cristine Marques dos Santos, Laiza Barcelos Coelho Rocha, João Paulo Brum Paes, Ivana Picone Borges de Aragão