XVII Congresso Brasileiro de Aterosclerose

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Dados do Trabalho


Título

Intervenção percutânea e cirurgia de revascularização miocárdica para lesão de tronco da artéria coronária esquerda

Resumo

Introdução: A doença aterosclerótica cardiovascular enquadra-se como a maior causa de morbimortalidade no Brasil e no mundo, com 36% dos óbitos em adultos entre 50 e 64 anos e 42% em pessoas maiores que 65 anos. Lesões de tronco da artéria coronária esquerda (LTCE) tendem à cirurgia de revascularização miocárdica (CRM). À medida que as intervenções percutâneas (IP) evoluíram, a frequência desse método se elevou, sendo adotada também como uma opção para pacientes com risco cirúrgico proibitivo. O objetivo do estudo é analisar as singularidades entre a intervenção de LTCE por CRM e por IP de acordo com os atuais ensaios. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura baseada em sete artigos, entre 2007 e 2017, nos bancos de dados Scielo, Lilacs e PubMed. Resultados: O estudo PRECOMBAT randomizou 600 pacientes com lesão maior que 50% na região para receber as duas intervenções. Foi observado que a IP foi não inferior à CRM, apresentando uma taxa composta de eventos primários combinados de 8,7 e 6,7%, p= 0,001. Os eventos compostos aos 24 meses têm valores de 12,2 e 8,1%, p=0,12 para os respectivos grupos e após esse período, analisou-se a ocorrência de AVC, IAM e óbito, com taxas de 4,4 e 4,7%, p=0,83 indicando pequena diferença.  A análise com o ensaio SYNTAX evidencia que a incidência de eventos cerebrovasculares e cardíacos ao final de cinco anos foi de 23% na CRM e de 28,3% por IP.  A IP foi associada a 67% de redução na mortalidade cardíaca e 60% por todas as causas em relação à cirurgia. O estudo LEMANS com 52 pacientes de IP e 53 por CRM indica, aos 10 anos de seguimento, taxas maiores de fração de ejeção para a IP – 54,9±8,3% e 49,8±10,3%. A mortalidade se apresenta como 21,6 e 30,2%. A possibilidade de sobrevida a 14 anos foi semelhante nos dois grupos, com 74,2% e 67,5%, p=0,34 e o mesmo se viu com a sobrevida livre de eventos, com 34,7% vs. 22,1% p=0,06. A frequência de infartos e de AVC, assim como a necessidade de novas revascularizações não teve discrepâncias significativas, com valores de 8,7% e 10,4%, p=0,62; 4,3% e 6,3% p=0,62 e 74,2% e 67,5%, p=0,34. Conclusões: Ainda que a CRM seja mais indicada para a terapêutica, os estudos citados demonstram a semelhança nos resultados com a IP. Pacientes com LTCE podem ter a angioplastia como via eficaz e viável comparada à cirurgia a longo prazo, sendo, portanto, válida no grupo.

Área

Pesquisa Clínica

Instituições

Universidade de Vassouras - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

CAIO TEIXEIRA DOS SANTOS, RAUL FERREIRA DE SOUZA MACHADO, VITORIA HELENA CARVALHO FURTADO DE MENDONÇA, THAIS LEMOS DE SOUZA MACHADO, SARA CRISTINE MARQUES DOS SANTOS, IVANA PICONE BORGES DE ARAGÃO